ATA DE REUNIÃO 04/2026 ORDINÁRIA DO EGRÉGIO CONSELHO DE UNIDADE DA FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO, realizada no Galpão da FAU, na sala 109, no dia 20 de março de 2026, iniciada às 9:00h. Devidamente convocada nos termos regimentais, a reunião foi presidida pelo Prof. Ernani Simplício Machado, diretor da FAU e contou com a presença dos seguintes conselheiros(as): Prof. Fabrício Rezende Fontenelle (chefe do DPRT); Profa. Mariana Dominato Abrahão Cury (coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo); Profa. Fabiana Mendes Tavares Jacques (chefe do DPHT); Michelle Peon Manarino Rebello (representante de TAEs) e Prof. José Gustavo Francis Abdalla (Vice-coordenador do PPGAU); sem ausências justificadas no processo 23071.
1. Aprovação das Atas de reunião de Conselho de Unidade CDU 02/2026 e CDU09/2023: A respeito da Ata CDU 09/2023, o prof. Ernani informou que entrou em contato com os conselheiros à época que se manifestaram a favor da redação da Ata. Esta foi apreciada e aprovada por unanimidade. A Ata CDU 02/2026 foi aprovada com uma abstenção de uma conselheira, justificando por não ter participado da reunião a qual a Ata se refere.
2. Definição de critérios de distribuição das bolsas de monitoria nos departamentos da FAU a serem informados em resposta ao ofício do PROGRAD: O Diretor prof. Ernani passa a palavra para as chefias que esclarecem o que foi discutido nas reuniões departamentais sobre a demanda deste ponto. O chefe do DPRT, prof. Fabrício, relata que no âmbito do departamento apresentaram-se alguns critérios comumente utilizados conforme citados: 1. Histórico de reprovação, evasão e retenção: Disciplinas com maiores dificuldades comprovadas devem ter prioridade máxima. 2. Natureza prática ou projetual da disciplina: Maior prioridade para: ateliês, laboratórios, atividades de campo, uso intensivo de software. 3. Número de estudantes matriculados: Quanto maior o número de alunos, maior a necessidade de monitoria. 4. Complexidade do conteúdo: Disciplinas com alto nível de abstração ou exigência técnica. 5. Etapa no curso (posição na grade): Iniciais (básicas) → alta prioridade; Intermediárias → média; Finais → seletiva (priorizar apenas as mais complexas ou projetuais). 6. Intensidade de acompanhamento e avaliação: Disciplinas com: muitas entregas, correções frequentes, orientação individual. 7.Metodologia de ensino: Maior prioridade para metodologias ativas: PBL, oficinas, ensino por projeto. 8. Relevância formativa no curso: Disciplinas estruturantes para a formação profissional. 9. Integração com extensão e pesquisa: Priorizar quando houver articulação com: projetos extensionistas, ações com a comunidade, pesquisa aplicada. 10. Demandas estratégicas do curso: Ajustes conforme mudanças curriculares, disciplinas novas, prioridades institucionais. Após breve análise entendeu-se que os critérios 2, 5 e 9 São os mais pertinentes na realidade do nosso departamento sendo os itens seguintes não aplicáveis de forma mais cotidiana em nossa realidade: 1, 3, 4,6, 7, 8 e 10. Foi também colocada a necessidade de se aumentar de 6 para 12 horas as bolsas disponibilizadas. Em seguida, a chefe do DPHT, profa. Fabiana, relata que destaca-se a compreensão de que a definição de critérios deve ocorrer de forma integrada no âmbito da FAU, contemplando conjuntamente os dois departamentos e reafirmando a unidade institucional. Para subsidiar essa discussão, o departamento elaborou levantamento interno, consolidado em documento próprio, no qual são apresentadas e justificadas as especificidades de suas atividades. O DPHT concentra um conjunto expressivo de disciplinas teóricas e teórico-práticas distribuídas ao longo de toda a matriz curricular, atendendo simultaneamente diferentes períodos e um elevado número de estudantes. Parte dessas disciplinas articula atividades de ensino, pesquisa e extensão, incluindo componentes práticos, projetuais e de ateliê, que exigem acompanhamento contínuo e individualizado. Destaca-se a predominância de avaliações individuais, tanto nas disciplinas teóricas, com produção textual e análise crítica, quanto nas disciplinas de projeto, que demandam orientação sistemática do desenvolvimento de cada estudante. Soma-se a isso a diversidade de turmas atendidas e a complexidade das atividades pedagógicas, que envolvem processos analíticos, críticos e propositivos. Tais características ampliam significativamente a demanda por monitoria, evidenciando a necessidade de que os critérios de distribuição considerem, para além de aspectos quantitativos, a intensidade do acompanhamento pedagógico e as especificidades das disciplinas. No que se refere ao enquadramento normativo, registra-se que a proposta do DPHT está alinhada à Resolução CONGRAD/UFJF nº 228/2025, que orienta a distribuição de vagas de monitoria com base em critérios como número de alunos, número de turmas, especificidade das disciplinas e mérito acadêmico dos projetos, além de reconhecer diferentes naturezas de componentes curriculares (teóricos, teórico-práticos e projetos de ensino). Alinha-se, ainda, às Diretrizes Curriculares Nacionais, que ressaltam a necessidade de atenção à relação docente/discente, especialmente em atividades práticas e de ateliê, bem como ao Projeto Pedagógico do Curso, que define as disciplinas do DPHT como estruturantes e fundamentadas na integração entre ensino, pesquisa e extensão. Após os pareceres das chefias e depois de ampla discussão, definiu-se como objetivo garantir a qualidade do ensino frente à relação docente/discente, especialmente em disciplinas com elevado número de estudantes e/ou com exigência de acompanhamento individualizado. A distribuição das vagas deverá considerar de forma integrada os critérios quantitativos, qualitativos e pedagógicos, observando (i) a proporcionalidade entre número de estudantes, número de turmas e especificidades das disciplinas e (ii) a necessidade de assegurar condições adequadas de acompanhamento pedagógico. Nos critérios quantitativos, deve ser observado: (a) carga horária da disciplina, com especial atenção aos componentes teóricos, práticos, projetuais e extensionistas; (b) o número de estudantes matriculados na disciplina. Nos critérios qualitativos, observar (a) a natureza prática da disciplina, onde os discentes dependem de apoio em ateliês de projeto, de desenho, laboratórios, as atividades de campo e de utilização de softwares; (b) a natureza teórica da disciplina, onde os discentes demandam apoio para leituras orientadas, compreensão de conteúdos complexos, desenvolvimento de análises com acompanhamento sistemático e individualizado do processo de aprendizagem; (c) a integração da disciplina com extensão e pesquisa bem como projetos extensionistas, ações comunitárias ou pesquisa aplicada, alinhando-se à política institucional de ensino, pesquisa e extensão. E nos Critérios pedagógicos, observar: (a) o volume de atividades avaliativas individuais que (textos, projetos, análises); (b) o grau de exigência de acompanhamento individual dos estudantes e (c) a necessidade de suporte à produção acadêmica discente. Além disso, este Conselho vê com preocupação a distribuição do quantitativo de bolsas de monitoria da UFJF, tendo em vista as mudanças que deverão ser implementadas até o próximo ano, em 2027 em atendimento às novas Diretrizes Curriculares (Resolução CNE/CES n.1, de 11 de julho de 2025 - MEC). Por fim, de acordo com o levantamento realizado juntos aos departamentos, a necessidade de manutenção de bolsas de 12 horas semanais é considerada prioritária para garantir a qualidade do atendimento e o suporte necessário nas disciplinas. O DPHT entende que o número de bolsas, ideal para atendimento seria 16, enquanto o DPRT entende por 18, chegando a um total de 34 bolsas de monitoria o que acarretaria em a uma ampliação de 16 bolsas em relação às 18 que a FAU recebe anualmente.
3. Definição de criação de comissão para encaminhamento de verba parlamentar destinada para a FAU: O prof. Ernani explicou que em 2020 a FAU recebeu recursos de Emenda Parlamentar e que houve saldo residual não utilizado, com rubricas específicas sendo (i) R$ 16.000,00 (dezesseis mil reais) destinados para Pessoa Física, (ii) R$ 3.200,00 (três mil e duzentos reais) destinados para Patronal Pessoa Física e (iii) R$ 3.375,00 (três mil trezentos e setenta e cinco reais) destinados para Premiação. Sugeriu, então, a criação de comissão de empenho de emenda parlamentar, com representação das categorias docente, discente e TAEs. Que esta comissão terá a missão de buscar informações dos trâmites para uso destes recursos, bem como apresentar propostas para o empenho destes. Após debate os conselheiros e conselheiras presentes aprovaram por unanimidade a criação desta comissão com representação de até um membro de cada departamento, um representante discente e um representante dos TAEs.
4. Definição de calendário de reuniões ordinárias do Conselho de Unidade da FAU em 2026: Após consultas prévias que indicaram as segundas-feiras 9:00h como horário para as reuniões ordinárias do CDU, os presentes deliberaram que estas fossem previamente agendadas na primeira semana de cada mês. Chegou a se cogitar a possibilidade de indicar o horário de início ser às 8:00h, mas foi refutada. Assim, em comum acordo, definiu-se como data das reuniões ordinárias do Conselho de Unidade como as primeiras segundas-feiras de cada mês, às 9:00h.
5. Apresentações de informações e demandas:
a) Coordenação de Curso de Arquitetura e Urbanismo: Não houve. b) Coordenação do PPGAU: O coordenador prof. Klaus informou que as aulas do PPGAU iniciaram no dia 16/03/2026 conforme previsto no cronograma apresentado à CAPES. Após o resultado da última quadrienal, que será divulgado no final de maio, serão definidos os critérios de credenciamento, recredenciamento e descredenciamento do programa. c) DP
6. Leitura de Carta Aberta dos TAEs da FAU à Comunidade Acadêmica: O prof. Ernani passou a palavra à TAE Michelle para leitura da referida carta 2968874, a qual tece esclarecimentos sobre a Greve Nacional dos TAEs, bem como a pauta local e seus reflexos na FAU/UFJF, contando com a compreensão e apoio dos discentes e docentes. A representante TAE explicou que o Comando Local de Greve (CLG) tem atendido a todas as solicitações que sejam consideradas essenciais nos termos da lei. O Diretor prof. Ernani, juntamente com a coordenadora profa. Mariana, ressaltaram a importância no atendimento também dos alunos em casos que possam ser considerados essenciais, como prazos de formatura, bolsas e estágios. Michele informa a importância de apresentar esses casos ao CLG, por e-mail. O prof. Ernani e as(os) demais conselheiras(os) explicitaram a importância dos TAEs na concepção e andamento das atividades da FAU e todas as dificuldades que enfrentamos sem a categoria TAE presente na FAU. Como diretor, também informou que historicamente a FAU sempre apoiou as reivindicações dos servidores(as) e, assim como na greve de 2024 (também na atual gestão desta direção), espera que tudo se resolva da melhor forma, desejando sucesso, principalmente nas pautas nacionais da categoria.
7. Assuntos gerais: O prof. Ernani informa suas férias previstas para serem usufruídas de 06 a 17 de abril de 2026. Informa também que a obra de troca dos telhados está em fase final de instalação de forros e que, apesar de todos os percalços comuns em obras deste tipo, tudo ocorreu melhor que o esperado, visto que a obra ocorreu durante situação de chuvas atípicas que acarretaram no estado de calamidade municipal. Informou que acompanhou o andamento das obras todos os dias, inclusive nos finais de semana, e que ele irá disponibilizar fotos de diário da obra para arquivo da FAU.
A Ata foi lavrada por mim e assinada pelos presentes, após sua aprovação.
ERNANI SIMPLÍCIO MACHADO
Diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
SIAPE 2431945
| | Documento assinado eletronicamente por Ernani Simplicio Machado, Diretor(a), em 13/05/2026, às 10:15, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no § 3º do art. 4º do Decreto nº 10.543, de 13 de novembro de 2020. |
| | Documento assinado eletronicamente por Jose Gustavo Francis Abdalla, Professor(a), em 13/05/2026, às 12:52, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no § 3º do art. 4º do Decreto nº 10.543, de 13 de novembro de 2020. |
| | Documento assinado eletronicamente por Fabiana Mendes Tavares Jacques, Chefe de Departamento, em 18/05/2026, às 08:43, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no § 3º do art. 4º do Decreto nº 10.543, de 13 de novembro de 2020. |
| | Documento assinado eletronicamente por Fabricio Rezende Fontenelle, Chefe de Departamento, em 18/05/2026, às 08:44, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no § 3º do art. 4º do Decreto nº 10.543, de 13 de novembro de 2020. |
| | A autenticidade deste documento pode ser conferida no Portal do SEI-Ufjf (www2.ufjf.br/SEI) através do ícone Conferência de Documentos, informando o código verificador 2968875 e o código CRC 0D2A6CF5. |
| Referência: Processo nº 23071.905789/2023-53 | SEI nº 2968875 |